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Obesidade pode causar
parada respiratória durante o sono
(Publicado em 27.05.2007, às 17h00 - em
JC Online - Uol)
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Casos de apnéia em mulher é menos freqüente do que
no homem |
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Roberto Silva
Do JC OnLine
Uma das principais
causas de doenças no mundo atualmente, o excesso de peso assusta
não só pela possibilidade de levar o indivíduo a ter problemas do
coração, por exemplo. Mesmo na hora do sono, a obesidade evidencia
que é um dos piores males surgidos com o estilo de vida moderno.
O excesso de peso é
uma das principais causas da síndrome de apnéias obstrutivas do
sono ou, simplesmente, "apnéia do sono". A doença é caracterizada
pela ocorrência de freqüentes paradas respiratórias secundárias
durante o sono a episódios de obstrução da via aérea superior. O
problema apresenta um conjunto sintomático múltiplo que vai desde
o ronco até a sonolência excessiva durante o dia. Em geral, a
perda de peso em um portador de apnéia leva a uma melhora
significativa, no entanto, nem sempre a pessoa consegue manter o
peso.
"A apnéia do sono
decorre da obstrução da via aérea superior (a nível da faringe ou
"garganta"). Dentre as causas, destacam-se a obesidade, as
características anatômicas da via aérea (que têm uma influência
hereditária, e algumas anormalidades, como o aumento de tamanho de
amídalas e adenóides (especialmente em crianças)", explica Alfredo
Leite, pneumologista com especialização em distúrbios
respiratórios do sono.
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Obstrução da
via aérea superior em decorrência de obesidade,
características anatômicas da via aérea e algumas
anormalidades como o aumento de tamanho de amídalas e
adenóides. |
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Ronco, paradas
respiratórias do adormecido - que podem lembrar sufocação
ou engasgo -, sensação de sono não reparador ao despertar
de manhã, sonolência excessiva durante o dia, dificuldades
de memória e concentração, dores pelo corpo, ansiedade,
queda da libido, entre outros. |
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Os principais
são: o aparelho de "pressão positiva contínua nas vias
aéreas", conhecido como CPAP, indicado para os pacientes
com formas graves e moderadas da doença, os aparelhos ou
próteses de avanço mandibular e os tratamentos cirúrgicos.
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A prevenção
passa principalmente pela manutençao do peso corporal
ideal. Outros fatores predisponentes, como os de fundo
hereditário, não são passíveis de prevenção. |
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Os sintomas são
divididos de acordo com o período do dia em que se manifestam.
Durante a noite, há o ronco e as apnéias presenciadas - quando
o(a) parceiro(a) presencia as paradas respiratórias do adormecido,
que podem lembrar sufocação ou engasgo. Já os sintomas diurnos
dividem-se entre a sensação de sono ao despertar pela manhã,
sonolência excessiva durante o dia, dificuldades de memória e
concentração, dores pelo corpo, ansiedade, queda da libido, além
de outros.
"O ronco é o
sintoma fundamental da doença. De uma forma resumida, pode-se
dizer que praticamente todos os portadores de apnéia roncam,
embora nem todos os roncadores apresentem apnéias", revela o
pneumologista. No universo dos protadores da síndrome, o problema
é freqüente cerca de duas vezes mais entre os homens do que entre
as mulheres.
"Afora a queda da
qualidade de vida que a apnéia do sono provoca, a doença ocasiona
complicações potencialmente sérias, podendo levar até à morte
precoce", diz Alfredo Leite. Entre os problemas, destaca o aumento
na incidência de acidentes de automóvel e de trabalho (no caso de
cochilos fora de hora). "Há ainda uma elevação nas chances de
desenvolver hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, como
o infarto, os acidentes vasculares cerebrais, arritmias,
insuficiência cardíaca e morte súbita", alerta o pneumologista.
O tratamento pode
ser feito de várias maneiras, dentre elas, o uso do aparelho de
"pressão positiva contínua nas vias aéreas", conhecido como CPAP,
indicado para os pacientes com formas graves e moderadas da
doença; os aparelhos ou próteses de avanço mandibular e os
tratamentos cirúrgicos.
De acordo com
o pneumologista, a cirurgia tem um papel limitado no tratamento da
apnéia do sono. Em geral, não funciona nas formas graves. Pode ser
uma opção nas formas leves, desde que precedida de uma criteriosa
avaliação anatômica realizada por um otorrinolaringologista. Já os
aparelhos orais são semelhantes aos aparelhos móveis usandos para
correção ortodôntica e constituem uma boa opção para formas leves
e moderadas de apnéia.
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